As expressões sublinhadas encontram-se explicadas no final do texto

Caracterizar e quantificar o conhecimento sobre as actuais 141 cidades portuguesas, espaços que, cada vez mais, concentram população e que são vistos como estruturas sociais e económicas de desenvolvimento, verdadeiros motores do crescimento económico, da competitividade e do emprego, constituem o objectivo do CD-ROM “As Cidades em Números”.

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É possível saber, por exemplo, a área do território nacional ocupada pelas cidades, a população que aí reside, com que idades ou a sua esperança de vida à nascença. O nível de instrução, o principal meio de vida dos cidadãos, o regime de ocupação dos alojamentos ou
quais os seus encargos são outros exemplos de variáveis disponíveis, bem como o número de sociedades ou a sua dimensão, quer em termos do volume de vendas ou por número de pessoas ao serviço, por classificação das actividades económicas (CAE).

 

ALGUNS NÚMEROS PARA AS CIDADES PORTUGUESAS

O território
As 141 cidades portuguesas ocupam uma área que corresponde a 2% do território nacional equivalente a uma área média para as cidades de 13,1 km2. Aí residem cerca de 4.028 mil indivíduos, aproximadamente 39% da população residente recenseada pelos Censos 2001 no país. Nas 15 cidades menos populosas residem menos de 2% da população residente em cidades; por outro lado, mais de 50% desta população está concentrada nas 15 cidades mais populosas.

 

Jovens e Idosos
Em 93 cidades portuguesas a proporção de jovens é superior à de idosos. Individualmente, a cidade com a menor proporção de jovens é a cidade do Barreiro, com 11,6%. Torres Vedras apresenta um equilíbrio entre as duas populações e a cidade com maior proporção de jovens é Câmara de Lobos (27,4%). Contudo, Câmara de Lobos é uma das cidades que apresenta das mais baixas esperança de vida à nascença com 67,5 anos em 2002.
Na grande maioria das cidades, tal como em termos nacionais, existem diferenças na esperança média de vida entre os sexos sendo a esperança de vida das mulheres superior à dos homens. Na cidade de Fiães, por exemplo, esta discrepância atinge um diferencial de mais de 10 anos.

 

A educação


Em 113 cidades portuguesas a proporção da população com apenas o 3º ciclo de ensino básico completo é superior ao valor nacional de 16,3%. Aí estão incluídas, por exemplo, todas as 11 cidades do Algarve.
Já relativamente à taxa de analfabetismo (proporção da população com 10 ou mais anos que não sabe ler nem escrever no total da população com 10 ou mais anos), o valor nacional é de 9,03 sendo a região de Lisboa a única onde todas as cidades apresentam, nesta rubrica, valores inferiores ao valor nacional.

 
Os alojamentos
Em média, para as cidades portuguesas, mais de metade (52,7%) dos alojamentos arrendados e subarrendados pagam menos de 59,86 euros de renda. Já cerca de 90%, dos alojamentos propriedade de ocupantes com encargos, têm encargos superiores a este limiar. Para os alojamentos familiares clássicos de residência habitual arrendados e subarrendados construídos depois de 1990, em média, o valor das rendas é superior em apenas 4% ao valor de Portugal. É nas cidades da Região Autónoma da Madeira que encontramos as maiores disparidades com a cidade de Machico a ter a renda média de alojamentos familiares clássicos de residência habitual arrendados e subarrendados construídos depois de 1990, seis vezes superior à da cidade de Câmara de Lobos.

 

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