Em 1998 havia no Continente cerca de 3,3 milhões de alojamentos clássicos ocupados como residência habitual, distribuídos regionalmente como consta do Gráfico 1.

 

Gráfico 1 - Alojamentos clássicos ocupados como residência habitual,
por NUTS II, em % do total do Continente

Fazendo a desagregação do parque por época de construção (Quadro 1), verifica-se que cerca de 31% do total de alojamentos no Continente terão sido construídos depois de 1980 (cerca de 10% após 1990). A distinção entre moradias e apartamentos revelou-se crucial para a caracterização do parque habitacional ocupado como residência habitual.
O peso relativo dos diferentes regimes de ocupação (casa própria vs. arrendamento) e a importância do recurso a crédito para acesso à habitação própria, por exemplo, estão fortemente associados ao tipo de edifício. O Gráfico 2 mostra o peso relativo destes dois tipos de alojamento em cada uma das NUTS II e para o Continente.


Distribuição dos alojamentos clássicos ocupados
como residência habitual segundo a época de construção (%)

 

Gráfico 2 - Alojamentos clássicos ocupados como
residência habitual, por tipo de edifício (em %)

O peso dos apartamentos só ultrapassa o das moradias na região de Lisboa e Vale do Tejo (65,4% contra 34,6%). No Norte e no Algarve as moradias representavam, respectivamente, 64,3% e 63,4% do parque habitacional ocupado como residência habitual, subindo estas percentagens para 78% nas regiões Centro e Alentejo. No conjunto do território continental as moradias representavam cerca de 57% do total.

Gráfico 3 - Regimes de ocupação dos alojamentos
clássicos ocupados como residência habitual, por NUTS II (%)

A habitação própria é o regime de ocupação dominante em todas as regiões do Continente. Em 1998, os alojamentos ocupados pelo seu proprietário representariam cerca de 64% do total de alojamentos clássicos ocupados como residência habitual no território continental. O peso da ocupação própria é particularmente elevado na região Centro, 78,7%, sendo relativamente mais reduzido nas regiões do Norte, 58%, e de Lisboa e Vale do Tejo, 60,8% (Gráfico 3).

 

Para saber mais...

No quadro do desenvolvimento dos projectos estatísticos da área "Habitação", o Instituto Nacional de Estatística tem vindo a realizar um sub-projecto intitulado "Características do Parque Habitacional", cujo objectivo essencial é fornecer informação estatística de natureza estrutural sobre o parque habitacional ocupado como residência habitual, designadamente em matéria de:
· características físicas e estado de conservação dos alojamentos;
· formas de provisão e regimes de ocupação do parque habitacional ocupado como residência habitual;
· formas de financiamento do acesso à habitação própria (compra ou construção/ reconstrução) e esforço financeiro com a habitação nos diferentes regimes de ocupação; e
· percurso habitacional e mobilidade das famílias.


Algumas definições:

 

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