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A generalização do acesso à escola foi
o factor mais relevante nestes 50 anos. Um dos resultados:
em 1960, Portugal tinha mais de 30 por cento de analfabetos.
Em 2001, esta percentagem estava nos nove por cento. Mesmo
assim, ainda quase um milhão sem saber ler ou escrever.
O relatório
do Instituto Nacional de Estatística revela que a procura
da escola cresceu desde 1960/1961 até 2007/2008 em
mais de 700 mil alunos. Se nos anos de 1960 a procura do pré-escolar
era praticamente nula, actualmente são mais de 260
mil as crianças inscritas nos jardins de infância.
No pré-escolar,
o número de crianças cresce, mas nos restantes
ciclos, devido sobretudo à quebra da taxa de natalidade,
tem vindo a cair: no básico; desde 1985; no secundário,
a partir de 1996. Aliás, em 50 anos, o ano lectivo
em que houve mais alunos no sistema foi em 1991/1992, com
dois milhões de matriculados. Hoje são 1 802
819. Desde a década de 1980 que a taxa real de escolarização
é de 100 por cento no 1.º ciclo. Em 1960, a taxa
era de cerca de um por cento para o ensino pré-escolar
e secundário e, 50 anos depois, é de 78 e 60
por cento, respectivamente.
Em 1995/1996,
Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro ficavam acima
da média nacional (89,6 por cento) no que diz respeito
à taxa de transição e conclusão
no 1.º ciclo do ensino básico. Passados 12 anos,
os alunos do Centro mantêm os seus bons resultados,
a par dos seus colegas do Norte, com valores acima da média
nacional (96,3%).
Quanto
ao secundário, em 1995/1996 os melhores resultados
estão no Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, com
médias acima da nacional (67 por cento); o cenário
muda em 2007/2008, com apenas o Norte e o Centro melhor classificados.
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