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Pela primeira vez na história demográfica recente,
Portugal registou em 2007 um saldo natural negativo

 

De acordo com os indicadores demográficos disponíveis relativos a 2007, a população residente em Portugal em 31 de Dezembro foi estimada em 10 617 575 indivíduos.
Para este valor contribuíram 102 492 nados vivos, 103 512 óbitos e um saldo migratório estimado de 19 500 indivíduos.
Os indicadores demográficos de 2007 permitem acentuar duas tendências demográficas recentes em Portugal: abrandamento do crescimento populacional e envelhecimento populacional .


1. Breve síntese demográfica de 2007

Saldo natural negativo, associado à diminuição do saldo migratório, origina abrandamento no ritmo de crescimento da população em 2007, registando uma taxa de crescimento efectivo de apenas 0,17%;

 

Os valores destes índices implicam, respectivamente, um envelhecimento da base e do topo da pirâmide etária portuguesa, acentuando-se, assim, o envelhecimento demográfico português.

 

 

2. Nados vivos e óbitos

Em 2007, número de óbitos supera o número de nados vivos

A população portuguesa foi estimada em 10 617 575 indivíduos em 31 de Dezembro de 2007, o que representa um acréscimo populacional de 18 480 indivíduos. Este número representa uma taxa de crescimento efectivo de 0,17%, verificando-se que o ritmo de crescimento da população tem vindo a abrandar desde 2003.
Para o total da população portuguesa contribuíram os 102 492 nados vivos, 103 512 óbitos e 19 500 indivíduos de saldo migratório favorável a Portugal.


Se observarmos o comportamento por regiões NUTS II, constata-se que as regiões do Alentejo e Centro mantêm a tendência de há vários anos, apresentando saldos naturais negativos de, respectivamente, 3 950 e 6 924 indivíduos.


Embora pouco significativos, todas as restantes regiões têm saldos naturais positivos mas que não conseguem compensar o comportamento destas duas regiões. Uma última referência para a tendência da região Norte que apresenta o menor saldo natural de há vários anos, e para a região do Algarve, a única a demonstrar alguma dinâmica de crescimento populacional.

 

3. Envelhecimento da população

Em 2007, a taxa de natalidade foi de 9,7 ‰, o valor mais baixo desde 1900

No início do século XX, até aos anos 30, a taxa de natalidade oscilou em valores próximos dos 30 nados vivos por cada mil habitantes. A tendência de declínio foi-se mantendo para valores de cerca de 20 nados vivos por cada mil habitantes, na década de 70. Apenas no período 1995 a 2000 se verificou uma ligeira recuperação para voltar a decrescer para o valor de 9,7‰ registado em 2007.

Se analisarmos a taxa de natalidade de 2007 por regiões NUTS III, podemos destacar algumas assimetrias regionais.


A primeira dessas conclusões reside no facto de apenas as regiões insulares, Algarve e Lisboa apresentarem valores da taxa de natalidade (mais de 11‰) claramente acima da média nacional. No pólo oposto, todas as sub-regiões do Centro e Alentejo apresentam valores abaixo da média nacional. Registem-se, ainda, os valores da Serra da Estrela e do Pinhal Interior Sul como os menores do País em 2007.

O recurso a representações cartográficas de um qualquer indicador estatístico pode ser ilustrativo de discrepâncias ou assimetrias regionais. Neste caso, representou-se o indicador Taxa bruta de natalidade, desagregado por município.


Com esta desagregação geográfica, facilmente identificamos as zonas litorais, a região algarvia e as ilhas como apresentando taxas de natalidade mais elevadas do que a média nacional. Por oposição, temos os municípios do interior com os valores mais baixos, destacando-se o município de Alcoutim com uma taxa de natalidade de 1,5. Neste município, nasceram em 2007 apenas 5 crianças, valor superado no Corvo com o registo de somente 3 crianças nascidas.

Através do cartograma, podemos ainda identificar algumas capitais de distrito com valores superiores aos municípios que compõem esses distritos: são exemplo, os distritos de Bragança, Viseu, Évora ou Beja.

Um dos indicadores demográficos que permite aferir a capacidade de uma população em garantir a sua substituição é o Índice sintético de fecundidade. Este indicador relaciona o número médio de crianças vivas nascidas por mulher em idade fértil (dos 15 aos 49 anos de idade).


Em 2007, este indicador apresentou um valor de 1,3 muito distante do valor convencionado para a substituição de gerações (2,1) e o mais baixo de sempre em Portugal.


A situação em relação ao Índice sintético de Fecundidade, a nível regional, apresenta muitas semelhanças com a da Taxa mostrada no gráfico 4: o Algarve, as Regiões Autónomas, Lisboa e as regiões Oeste e Baixo Alentejo apresentam valores acima da média nacional. De realçar as regiões da Serra da Estrela e Alto Trás-os-Montes, que apresentam valores abaixo de 1, ou seja, por cada mulher em idade fértil nasce, em média, menos de um filho.

Uma das representações gráficas que melhor ilustra os fenómenos demográficos, nomeadamente a decomposição etária de uma população, é a pirâmide etária.


Como podemos observar, a pirâmide da população de Portugal em 2007 caracteriza-se por uma base estreita, alarga e vai estreitando para o topo, mas mantendo-se com dimensão relevante. O efeito conjugado de níveis de fecundidade reduzidos, do contínuo aumento da esperança de vida e de saldos migratórios moderados, reflecte-se no envelhecimento da população, perceptível no aumento do volume populacional nas idades mais elevadas.

A nível regional, podemos observar as pirâmides etárias das regiões com comportamentos mais distintos a nível nacional.


A pirâmide etária da região do Alentejo, mais envelhecida, com uma base estreita, e em que no topo os grupos etários mais idosos têm um peso relativo muito grande. Do lado oposto, temos a região dos Açores, com uma pirâmide que permite concluir que se trata de uma população mais jovem, em que as classes etárias em idade activa representam uma parte significativa da população; os grupos etários do topo têm uma importância relativa menor.

 

 


Para saber mais...

Fonte: Estatatísticas Demográficas 2007, Instituto Nacional de Estatística

Para informações adicionais sobre as Estatísticas Demográficas, pode aceder ao respectivo Destaque publicado pelo INE.

Os conteúdos disponibilizados nesta Actualidade fazem parte da publicação Estatísticas Demográficas 2007 que pode ser consultada aqui. Esta publicação inclui uma análise descritiva mais exaustiva dos fenómenos demográficos, de forma a evidenciar as tendências e aspectos mais relevantes da situação actual em Portugal. É composta por sete capítulos sobre as seguintes temáticas: síntese dos principais acontecimentos demográficos do ano de referência, evolução e composição da população residente, natalidade (nados-vivos), mortalidade geral, mortalidade fetal e neonatal, nupcialidade e divórcios, migrações internacionais e população estrangeira. Os quadros detalhados estão disponíveis como anexo em formato XLS.

Alguns conceitos utilizados disponíveis no Glossário do ALEA:
Índice sintético de fecundidade (ISF)
Nado vivo
NUTS II
Óbito
População residente
Saldo migratório
Taxa de Natalidade
Taxa de Mortalidade
Taxa de Crescimento Efectivo