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Nas últimas duas décadas, o nível de instrução dos agricultores e a sua idade média aumentaram…

 

O Instituto Nacional de Estatística produz, desde o início dos anos 80, um vasto conjunto de estatísticas sobre a agricultura, com o objectivo de responder às necessidades de informação nesta área nomeadamente para cumprir as obrigações comunitárias no âmbito da Política Agrícola Comum.

A recente publicação "Portugal Agrícola 1980-2006" pretende disponibilizar séries longas com informação estatística que caracterize as explorações agrícolas, a produção vegetal e animal, a economia agrícola, os preços na agricultura e o consumo alimentar.

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Explorações e Produtores Agrícolas, entre 1989 e 2005

  • O número de explorações agrícolas reduziu-se para cerca de metade (-46%), mas a dimensão média das explorações aumentou de 6,7 para 11,4 hectares;

  • Em 2005, apenas 7% dos produtores agrícolas obtiveram o seu rendimento exclusivamente da exploração agrícola; em 1989, esse número era de 11%;

  • Entre 1989 e 2005, a percentagem de produtores agrícolas com 65 e mais anos aumentou de 29% para 47%;

  • Entre 1989 e 2005, o número de produtores agrícolas sem qualquer nível de ensino diminuiu de 47% para 29% do total, enquanto o número daqueles que têm habilitações acima do 2º ciclo do Ensino Básico aumentou de 4% para 10% do total



O número de explorações agrícolas em 2005 era de 323 920, o que, em comparação com 1989, corresponde a uma diminuição num ritmo de cerca de 3% ao ano. A Superfície Agrícola Utilizada também se reduziu entre 1989 e 2005, cerca de 8%, e, consequentemente, a dimensão média das explorações quase duplicou.




Nos últimos 16 anos, a dimensão média das explorações agrícolas quase duplicou, passando de 6,7 hectares para 11,4 hectares.


Um dos aspectos mais marcantes dos agricultores portugueses é o seu acentuado envelhecimento, uma vez que não se tem verificado a entrada de jovens na actividade agrícola.

O peso relativo dos produtores com menos de 35 anos reduziu-se de 6,7% para 2,2% no período em análise. No entanto, o envelhecimento dos agricultores é ainda melhor demonstrado através do índice de envelhecimento (relação entre os produtores com 65 e mais anos e os que têm menos de 35 anos), que aumentou de 4,3 para 21,9 entre 1989 e 2005.


O nível de instrução dos produtores agrícolas, apesar de ter registado uma melhoria, continua baixo. De facto, em 2005, cerca de 15% dos produtores sabe ler e escrever mas não tinham qualquer nível de instrução e 14,2% não sabiam ler nem escrever.
Entre 1989 e 2005, verificou-se uma duplicação do peso relativo dos agricultores que possuíam o 2º ciclo, que passou de 3,8% para 7,9%. Constata-se ainda que a percentagem dos produtores com o 3º ciclo quase duplicou, passando de 2,4% para 4,1%. Já os produtores com o nível de ensino secundário e politécnico ou superior representavam, em 2005, respectivamente, apenas 5,7% e 3,3%.





As Produções Vegetais e Animais alteraram a sua composição

Entre os quinquénios 1980-84 e 2002-06, registaram-se as seguintes alterações na composição das produções vegetais e animais:

  • a área de cereais diminuiu para menos de metade, passando de 902 mil para 438 mil hectares;
  • a produção de vinho diminuiu 22,6%, passando de 9 105 mil para 7 049 mil hectolitros;
  • a produção de laranja aumentou 94%;
  • a produção de carne de suíno mais do que duplicou, enquanto a de carne de frango aumentou de 172 mil para 294 mil toneladas;
  • a produção de leite de vaca mais do que duplicou, enquanto a produção de queijo aumentou 77%.


O número de explorações com bovinos e suínos diminuiu cerca de 60% entre 1987 e 2005. As explorações com ovinos e caprinos tiveram decréscimos de 43% e 54%, respectivamente, entre 1993 e 2005.

Apesar da redução do número total de explorações, os efectivos bovino e ovino aumentaram, resultando num acréscimo do número médio de efectivos por exploração.




De facto, enquanto em 1993 existiam, por exploração agrícola, 7 bovinos, 18 suínos, 8 caprinos e 33 ovinos, em 2005 esses valores eram, respectivamente, de 17, 24, 14 e 62 animais por exploração.

Analisando a produção de carne por espécie animal entre 1987 e 2006, verifica-se uma alteração na sua estrutura: a produção de carne de bovino diminuiu o seu peso relativo de 19% para 14% do total, a produção de carne de caprino e ovino diminui para 3%, e a carne de aves aumentou de 31% para 37%.



Em 2006, Portugal recebeu mais de 800 milhões de euros de subsídios

A rubrica "subsídios" compreende os "subsídios aos produtos" e "outros subsídios à produção". Os primeiros encontram-se associados à lógica de apoio à actividade agrícola. Os subsídios aos produtos tiveram um aumento progressivo entre o ano da adesão (1986) e o início do 2º Quadro Comunitário de Apoio (QCA II), em 1994. A reforma intercalar de 2003 privilegiou estes subsídios em detrimento das ajudas aos produtos.


Para saber mais...

Fonte: Portugal Agrícola 1980-2006.

Portugal Agrícola 1980-2006
O Instituto Nacional de Estatística (INE) produz, desde o início dos anos 80, um vasto conjunto de estatísticas sobre a agricultura, com o objectivo de dar resposta às necessidades de informação nesta área e cumprir as obrigações comunitárias, no âmbito da Política Agrícola Comum.

A informação tem sido disponibilizada nas publicações do INE de carácter geral (por ex: Estatísticas Agrícolas) ou temáticas (por ex: Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas) ao longo dos últimos 26 anos. Considerou-se agora oportuno, na sequência da publicação PORTUGAL AGRÍCOLA, editada em 1993, reunir numa nova publicação a informação estatística mais relevante produzida sobre a agricultura, melhorando assim a acessibilidade da informação.

A publicação Portugal Agrícola 1980-2006 apresenta 500 séries estatísticas em quadros, gráficos e
cartogramas, estando organizada em sete capítulos: A Agricultura em Portugal, As Explorações Agrícolas, As Produções Vegetais, As Produções Animais, A Economia Agrícola, Os Preços na Agricultura e o Consumo Alimentar. Para proporcionar uma abordagem mais fácil aos utilizadores da informação estatística, recorre-se a análises sumárias, evidenciando as principais evoluções na agricultura portuguesa nos últimos 26 anos.


Alguns conceitos utilizados:

Exploração agrícola: Unidade técnico-económica que utiliza mão-de-obra e factores de produção próprios e que deve satisfazer obrigatoriamente as seguintes condições: a) produzir um ou vários produtos agrícolas; b) atingir ou ultrapassar uma certa dimensão (área, número de animais, etc.); c) estar submetida a uma gestão única; d) Estar localizada num lugar determinado e identificável.
Superfície agrícola utilizada: Superfície da exploração que inclui: terras aráveis (limpa e sobcoberto de matas e florestas), horta familiar, culturas permanentes e pastagens permanentes.
Efectivo animal: Animais que são propriedade de uma exploração agrícola, bem como os criados sob contrato pela exploração.
Subsídios: São as transferências correntes, sem contrapartida, que as Administrações Públicas ou as instituições da União Europeia fazem aos produtores residentes, com o objectivo de influenciar os seus níveis de produção, os seus preços ou a remuneração dos factores de produção. Os subsídios registados nas CEA são classificados, de forma geral, em "Subsídios aos produtos" e "Outros subsídios à produção".


Nota: ver outros conceitos no Glossário

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