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Por
ocasião do dia em que se comemorou o 32º aniversário
sobre a criação do Dia Internacional da Mulher e
no ano instituído como Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades
para Todos (2007) - Para uma Sociedade Justa, o Instituto Nacional
de Estatística apresentou alguns indicadores sobre a situação
da mulher em Portugal, com especial destaque nos aspectos demográfico,
emprego e educação.
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População
residente maioritariamente composta por mulheres
A
maioria da população residente em Portugal, em 2005,
é constituída por mulheres: cerca de 5,5 milhões
de mulheres, que correspondem a 51,6% da população
total.
A evolução
demográfica no período de 1975 a 2005 caracteriza-se
inicialmente por um forte aumento da população residente,
como consequência do retorno das ex-colónias, seguida
por uma perda de dinamismo, sobretudo na segunda metade dos anos
oitenta. Neste período, as diferenças entre os efectivos
populacionais de ambos os sexos atenuaram-se, passando a relação
de masculinidade da população de 91 para 94 homens
por cem mulheres entre 1975 e 2005. Para esta evolução
contribuíram saldos migratórios masculinos superiores
aos femininos.
É previsível que a população residente
continue a aumentar até 2010, decrescendo posteriormente
até 2050.
As mulheres vivem em média mais 7 anos do que os homens
A
esperança média de vida à nascença
tem vindo progressivamente a aumentar em Portugal, sendo superior
nas mulheres. Em 1975, as mulheres podiam esperar viver, em média,
72 anos, e os homens 65 anos; em 2005, os valores ascendiam a
81 e 75 anos, respectivamente. Prevê-se que, em 2050 haja
um ganho na esperança de vida de perto de 4 anos para as
mulheres e de 4,5 anos para os homens, atingindo, cerca de 85
e 79 anos, respectivamente.

As
mulheres têm menos filhos e cada vez mais tarde
Em
1975, cada mulher tinha, em média, 2,6 crianças,
tendo esse valor passado para 1,4 crianças em 2005. Desde
o início da década de 80 do século passado
que o nível de substituição de gerações
(2,1 crianças por mulher) não é assegurado
em Portugal. Nas últimas projecções demográficas,
aponta-se para a continuação do decréscimo
do Índice Sintético de Fecundidade até 2010,
recuperando a partir desse ano, e atingindo em 2050 o índice
de 1,7 crianças, em média, por mulher.

O
adiamento da maternidade reflecte as mudanças que se têm
verificado no ciclo de vida, nomeadamente quanto à participação
no sistema de educação e formação,
à inserção no mercado de trabalho, ao casamento,
à formação da própria família
e, em consequência, à entrada na parentalidade. Entre
1975 e 2005, as mulheres retardaram a idade média à
primeira maternidade cerca de quatro anos e à maternidade,
de um modo geral, cerca de dois anos: em 2005, a idade média
ao nascimento do primeiro filho era de cerca de 28 anos (24 em
1975) e a idade média ao nascimento de um filho de aproximadamente
30 anos (28 em 1975).

As mulheres casam mais cedo do que os homens
Em
2005, a idade média ao casamento era de aproximadamente
29 anos para as mulheres e 31 anos para os homens, e a idade média
ao primeiro casamento de cerca de 27 anos e 29 anos, respectivamente.
Estas idades têm vindo a aumentar, mais significativamente
nas mulheres. Face a 1975, a idade média ao casamento aumentou
cerca de 5 anos, para ambos os sexos, e a idade média ao
primeiro casamento aproximadamente 4 anos para as mulheres e 3
anos para os homens.

Taxas
de desemprego são superiores nas mulheres
Ainda
que desde 2000 a taxa de desemprego tenha vindo a subir, manteve-se
a diferença entre as taxas dos dois sexos em cerca de 2
pontos percentuais, tendo atingido 2,5 pontos percentuais em 2006.
Neste ano, a taxa de desemprego das mulheres foi de 9,0% e a dos
homens de 6,5%.

Ainda
de acordo com os resultados das Estatísticas do Emprego,
e em 2006, a maior parte das mulheres com nível de escolaridade
completo superior possuía um curso na área das "ciências
sociais, comércio e direito" (inclui as ciências
sociais e do comportamento, informação e jornalismo,
ciências empresariais e direito) e da "formação
de professores/formadores e ciências de educação",
com 26,3% e 24,6%, respectivamente.

Os
homens com formação superior optaram igualmente
pela área das "ciências sociais, comércio
e direito" (30,0%), seguida da "engenharia, indústrias
transformadoras e construção" (inclui a engenharia
e técnicas afins, indústrias transformadoras e arquitectura
e construção) (28,3%). A última área
referida parece ser uma opção marcadamente masculina,
sendo aquela em que se verifica a maior diferença percentual
entre os dois sexos: apenas 6,5% de mulheres concluíram
aquela área de educação.
Abandono
escolar é inferior nas mulheres
A
taxa de abandono escolar precoce é inferior nas mulheres.
Em 2006, a proporção de mulheres com idade entre
os 18 e 24 anos que completou, no máximo, o ensino básico
(3º ciclo) e que não se encontrava em educação
ou formação era de 31,8%, face a 46,4% de homens;
em 1998 esta proporção era respectivamente de 41,2%
e 52%.
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