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Modos de Transporte nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto
, 1991-2001
As
expressões sublinhadas encontram-se explicadas no final
do texto
O
universo estudado é o conjunto de indivíduos com
quinze ou mais anos residentes presentes em cada concelho das
respectivas áreas metropolitanas, activos empregados
ou estudantes, nos momentos censitários de 1991 e 2001.
Esta
actualidade incide sobre os modos de transporte utilizados e os
tempos médios gastos nas deslocações pendulares
diárias da população entre o local de residência
e o local de trabalho ou estudo.
Modos
de Transporte na AM Lisboa...
No
intervalo de uma década, inverteu-se a lógica
das opções predominantemente assentes em transporte
colectivo para uma lógica baseada no transporte individual.
De facto, enquanto em 1991 os modos de transporte
colectivo asseguravam mais de 50% das deslocações
da população residente na AML, em 2001,
representavam apenas 37% das deslocações.
Simultaneamente, a importância do transporte individual
aumenta de 26% para 45%.
Em
2001, o automóvel era o
modo de transporte mais utilizado pelos
residentes em todos os concelhos da área metropolitana.
O autocarro era o segundo modo mais utilizado pelos residentes
nos concelhos da AML, excepto nos mais periféricos
onde predominavam as deslocações a pé,
e/ou em alguns dos concelhos servidos por redes de transporte
ferroviário, em que essa posição era
ocupada pelo comboio (Cascais e Sintra).
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...e
na AM Porto
Em
2001, na AMP, o automóvel foi
o modo de transporte dominante nos percursos
casa-trabalho e casa-escola (49%), seguindo-se-lhe o autocarro
(23%) e as deslocações a pé (19%). Com
menor expressão seguem-se as deslocações
em transporte colectivo da empresa ou da escola (3%), em veículos
de duas rodas (3%) e de comboio (2%). Esta hierarquia traduz
uma forte alteração relativamente a 1991,
ano em que predominavam as deslocações
em autocarro (35%), seguindo-se-lhes as deslocações
a pé (27%), o automóvel (23%), o motociclo ou
bicicleta (7%), o transporte colectivo da empresa ou da escola
(5%) e o comboio (2%).
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Duração
média das deslocações na AM Lisboa…
A
duração média das deslocações
pendulares dos residentes na AML era, em 2001,
de 32 minutos, valor ligeiramente inferior ao
verificado em 1991 (35 minutos). A variação
não foi uniforme em todos os concelhos, assumindo maior
expressão nas deslocações dos residentes
de Loures, Oeiras, Amadora e Seixal, cujos ganhos médios
foram superiores a 5 minutos.
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Em 2001,
as durações médias superiores a 30 minutos
(por ordem crescente de tempo) correspondiam às deslocações
com origem em: Cascais, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora,
Oeiras, Odivelas, Almada, Seixal, Moita, Sintra e Barreiro. Os
tempos médios mais baixos de deslocações
observavam-se nos concelhos mais periféricos (Azambuja
e Mafra, ambos com 23 minutos).
...e na AM Porto
A
duração média das deslocações
pendulares dos residentes na AMP era, em 2001,
de 27 minutos, valor idêntico ao verificado em
1991.
Em 2001, as maiores durações médias correspondiam
às deslocações pendulares iniciadas em
Gondomar (34 minutos), Vila Nova de Gaia (28 minutos), Valongo
(28 minutos), Porto (26 minutos), Maia e Matosinhos (25 minutos).
Os concelhos que registam tempos de deslocação
médios mais baixos, nos percursos casa-trabalho e casa-escola
são os da Póvoa de Varzim (18 minutos), Vila do
Conde (19 minutos) e Espinho (21 minutos).
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| Para
saber mais... Áreas
Metropolitanas - As áreas metropolitanas de Lisboa
(AML) e Porto (AMP) são pessoas colectivas de direito público
de âmbito territorial e visam a prossecução
de interesses próprios das populações da
área dos municípios integrantes. A AML tem sede
em Lisboa e compreende os seguintes concelhos: Alcochete, Almada,
Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita,
Montijo, Oeiras, Odivelas, Palmela, Sesimbra, Setúbal,
Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira. A AMP tem sede no Porto
e compreende os seguintes concelhos: Espinho, Gondomar, Maia,
Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo, Vila do Conde
e Vila Nova de Gaia.
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Para informações
adicionais sobre os Movimentos Pendulares nas Áreas Metropolitanas,
pode aceder em AML
e
AMP |
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