| Portugueses:
menos casamentos e mais divórcios?
Resultados definitivos
2001 |
As expressões
sublinhadas encontram-se explicadas no final do texto
| No
ano de 2001, realizaram-se 58 390 casamentos em Portugal,
menos 8,4% que os 63 752 realizados em 2000. Quanto aos divórcios
em 2001, verificou-se um ligeiro decréscimo (-1,3%) no número
de divórcios decretados (19 044), contra os 19 302
decretados em 2000.
Na
análise retrospectiva à nupcialidade em Portugal constata-se que,
na década de 70, o número médio de casamentos celebrados por ano
atingiu o valor mais elevado desde que há informação estatística
sobre o facto (86 595), sendo 1975 o ano recorde com a ocorrência
de 103 125 casamentos. Nos anos 80, inicia-se a tendência
decrescente dos casamentos celebrados. Nesta década, o número
médio de casamentos por ano foi de 72 058; chegando aos anos 90,
acentua-se a tendência que se tem verificado na evolução
dos casamentos, quer em número de ocorrências (decréscimo) quer
na forma de celebração (diminuição dos católicos e aumento
relativo dos civis), uma constante nos últimos dois anos (2000
e 2001). |

| Na
análise retrospectiva à divorcialidade em Portugal, saliente-se
o facto de só a partir de 1975 a dissolução do casamento
por divórcio ser legalmente reconhecida para todos os cidadãos
portugueses. Assim, observa-se que na década de 70, entre 1975
e 1979, a média de divórcios por ano situava-se nos 4 794 casos.
Nos anos 80, a média de divórcios por ano aumenta para 7 947,
o que corresponde, face à média observada na segunda metade dos
anos 70, a um acréscimo proporcional de 65,8%. Entre 1990 e 1999,
os divórcios continuam em alta, cerca de 13 093 por ano. A
média de divórcios dos dois últimos anos (2000 e 2001), continua
a aumentar (19 173 ocorrências), em que cada vez mais são
por mútuo consentimento (86,5%), e cada vez menos litigiosos (13,2%).
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|
Ao analisar-se a relação entre os casamentos celebrados e a população
residente, a taxa de nupcialidade numa análise referente
aos últimos 10 anos, apresenta algumas alterações ao longo deste
período. De 1992 para 2001, em Portugal, a taxa de nupcialidade
baixou de 7,0 para 5,7 casamentos por mil habitantes, equivalente
a um decréscimo de 23,7%. Focando apenas as regiões (NUTS II),
onde estas taxas atingiram os valores máximos e mínimos, entre
1992 e 2001, a quebra da taxa de nupcialidade foi nos Açores de
8,4‰ para 6,9‰, e no Alentejo de 5,1‰ para 4,4‰ (permilagens).
|

| Uma
análise à relação entre os divórcios e a população residente
mostra que a taxa de divorcialidade, em Portugal, nos
últimos 10 anos, entre 1992 e 2001, passou de 1,2 para 1,8
divórcios por mil habitantes, equivalente a um acréscimo de 54,6%.
Em 2001, as regiões que apresentam taxas de divorcialidade superiores
à média nacional são por ordem de grandeza as seguintes: Lisboa
e Vale do Tejo (2,4‰), Algarve (2,3‰) e Açores (2,1‰) enquanto o
Norte é a região do país onde a taxa de divórcios apresenta o menor
valor (1,4‰). |

| Desde
o início da década de 90, a evolução dos casamentos por idade dos
cônjuges vem evidenciando uma importância relativa de alguns grupos
etários, confirmando o facto de que os portugueses casam cada
vez mais tarde, em particular os homens. Actualmente, o grupo
etário dos 25 aos 29 anos passou a ser a classe modal na
distribuição dos casamentos por idades, tanto nos homens como nas
mulheres. Se, há dez anos (1992), 22,7% dos homens e apenas 15%
das mulheres casavam com mais de 30 anos, no ano passado, esta proporções
subiram para cerca de 32% nos cônjuges masculinos e de 22% nos cônjuges
femininos. |

| A
evolução dos divórcios, segundo a idade dos cônjuges, mostra que
a susceptibilidade para o divórcio não é umas questão que atinja
apenas as gerações jovens. Há menos pessoas a divorciarem-se
com menos de 30 anos e no lado oposto, relativamente ao grupo etário
dos 60 ou mais anos, a tendência observada foi para o aumento dos
divórcios. O grupo etário decenal dos 30 aos 39 anos continua a
ser o de maior importância relativa, tanto nos homens (36,7%), como
nas mulheres (37,5%), nos divórcios decretados em 2001. |

| Outras
Particularidades
À
semelhança dos dois anos anteriores, em 2001, Julho, Agosto
e Setembro continuam a ser os meses mais atractivos
para a celebração do casamento, representando o terceiro trimestre
cerca de 43% dos casamentos celebrados anualmente. |

| Nos
casais com filhos vivos à data do divórcio, a frequência dos
divórcios vai diminuindo à medida que o número de filhos vai aumentando.
Os casais sem filhos à data do divórcio tiveram um pequeno acréscimo
no período focado (1992 e 2001), de 31,7% passaram para 33,5%. |

| Sobre
a duração do casamento dissolvido por divórcio, a tendência registada
nos últimos 10 anos demonstra um crescimento acentuado dos divórcios
em casamentos recentes (dos 0 aos 4 anos) que, em termos relativos,
passaram de 12,2%, em 1992, para 18,3%, em 2001. O grupo quinquenal
dos 5 aos 9 anos continua maioritário na ventilação dos divórcios
por duração do casamento, mas a sua importância relativa baixou
de 25,1% para 23,5%, entre 1992 e 2001. |

| Para
saber mais... Taxa
de nupcialidade – número de casamentos por mil habitantes.
Taxa
de divorcialidade – número de divórcios por mil habitantes.
Nuts II – Nomenclatura de Unidades Territoriais para Fins
Estatísticos criada pelo Decreto-Lei nº 46/89, de 15 de Fevereiro
com vista a estabelecer uma harmonia entre as divisões territoriais
utilizadas para fins estatísticos. Esta nomenclatura tem vários
níveis geográficos conforme o nível de desagregação assumido (por
exemplo, o nível II, no Continente, é composto pelas unidades:
Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve).
Permilagens – proporções relativas a mil.
Classe Modal - o valor que surge com mais frequência se
os dados são discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência
se os dados são contínuos.
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Para encontrar mais informação sobre esta área temática, pode
consultar as Estatísticas Demográficas em:
Infoline
- Serviço de Informação online do INE |
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