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| Beneficiários
do
Rendimento Mínimo Garantido aumentam
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As
expressões sublinhadas encontram-se explicadas no final do texto
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O
Rendimento Mínimo Garantido (RMG), é uma
medida em franca expansão: desde a sua implementação
em Julho de 1997 constata-se que os montantes atribuídos
têm aumentado todos os anos, tendo passado de 8 788 milhões
de escudos, em 1997, para 52 481 milhões de escudos, em
1999. Em termos de evolução do número de
indivíduos a quem foi atribuída esta prestação
(titulares do RMG) verifica-se que, em 1997, existiam 14 184 titulares
desta medida, pertencendo maioritariamente ao sexo feminino (aproximadamente
63% dos titulares eram mulheres), enquanto que em 1999 o número
de titulares atingiu os 153 885, sendo 66% mulheres.
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TITULARES
DO RENDIMENTO MÍNIMO GARANTIDO
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Norte,
Lisboa e Vale do Tejo e Centro foram as regiões
que ao longo destes dois anos e meio apresentaram maior número
de titulares. Em 1999, estas três regiões possuíam
cerca de 83% do total dos titulares existentes em Portugal (Norte:
42,8%, Lisboa e Vale do Tejo: 25,4; Centro: 14,8%)
O
Alentejo foi a região que sempre apresentou maior número
de casos de prestações cessadas por sucesso, à
excepção de 1998 em que Lisboa e Vale do Tejo superou
as restantes regiões, com uma taxa de sucesso de 11,6%.
Em 1999, do total de titulares do RMG, 36,2% pertenciam
a famílias nucleares com filhos; 25,1% eram indivíduos
isolados (sendo 14,2% mulheres); 22% pertenciam a famílias
monoparentais (sendo 20,8% famílias compostas pela mãe
e filhos); 12,8% eram indivíduos pertencentes a famílias
nucleares sem filhos; 3,6% pertenciam a famílias alargadas
detentoras de mais do que um núcleo e os restantes indivíduos,
que por diversas razões não se encontram classificados
em nenhuma das categorias já mencionadas, representam 0,3%.
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Dos
titulares existentes em 1999, 35% auferiram esta prestação
com valores situados entre os 20 e os 40 mil escudos e 32% com
prestações até 10 mil escudos. Inversamente,
nos anos anteriores, houve mais titulares a receber montantes
inferiores ou iguais a 10 mil escudos.
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O
Rendimento Mínimo Garantido (RMG) é uma das prestações
sociais englobadas na Protecção Social
do Estado aos seus cidadãos.
As
despesas de protecção social, em 1999, totalizaram
cerca de 5 183 milhões de contos, (mais 524 milhões
de contos do que em 1998).
Em
1999 os montantes despendidos em protecção social
representaram cerca de 518,4 mil escudos per capita.
Em
termos de Produto Interno Bruto, as despesas de protecção
social situaram-se na ordem dos 24,3%.
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conjunto de funções em que são despendidos
maiores montantes: "Doença e Invalidez" representam
46% do total das prestações sociais concedidas em
Portugal, enquanto que na União Europeia "Velhice e
Sobrevivência" representavam 45,7%.

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despesas de protecção social, em termos de PIBpm:
os níveis portugueses (24,2%) situam-se abaixo da média
comunitária(27,7%);
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montantes despendidos em protecção social, por habitante
(em Portugal, em média, cada habitante usufrui de 2 239
EURO, enquanto que na União Europeia são atribuídos
5 601 EURO).
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Para saber mais...
Algumas
definições:
Rendimento
Mínimo Garantido prestação pecuniária
mensal do regime não contributivo, destinada a
assegurar aos titulares e aos seus agregados familiares, em situação
de grave carência económica recursos que
contribuam para a satisfação das suas necessidades
mínimas. Esta prestação é complementada
por um conjunto de acções destinadas à progressiva
inserção social e profissional dos titulares e dos
membros do seu agregado familiar. Considera-se que existe grave carência
económica quando o rendimento do indivíduo é
inferior a 100% da pensão social, ou o rendimento do agregado
familiar é inferior à soma dos seguintes valores:
100% do valor da pensão social, por cada adulto, até
dois; 70% do valor da pensão social, por cada adulto, a
partir do 3º; 50% do valor da pensão social, por cada
menor.
Protecção
Social toda a acção desenvolvida por
diversas entidades, públicas e privadas, com a finalidade
de
cobrir riscos, eventualidades ou necessidades do indivíduo
ou das famílias, relacionadas com situações
de
doença, maternidade, acidentes de trabalho, doenças
profissionais, desemprego, encargos familiares, habitação,
invalidez, velhice, morte, exclusão social, quando essas
acções se desenrolem fora do quadro familiar ou
individual, sem que para tal haja contrapartida equivalente e
simultânea do beneficiário.
Produto
Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm)- o produto
interno bruto a preços de mercado representa o resultado
final da actividade de produção das unidades produtivas
residentes.
Para
encontrar mais informação sobre este tema, pode
consultar as Estatísticas da Protecção Social
(última edição em 2001) ou o Infoline.
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