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Mulheres
em Portugal - Retrato estatístico da década de 90
| População
feminina em crescimento desde 1991
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A
população residente em Portugal tem crescido continuamente desde 1991, ano em que se registou um
efectivo populacional de 5 109 820 mulheres e de 4 755 070 homens, passando em 1998 para 5 174 280 e
4 805 170, respectivamente (Gráfico 1).
Gráfico
1 - Evolução da população
residente - Portugal
(1990 a 1998)
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| A análise da evolução das
taxas de crescimento efectivo anual revela que os ritmos de crescimento mais acentuados se registaram nos últimos anos do período em estudo, atingindo valores bem distantes do decréscimo que se observou de 1990 para 1991. Em termos gerais o crescimento revela-se ligeiramente superior para as
mulheres.
Gráfico 2 - Taxas de crescimento efectivo anual da população - Portugal (1990 a 1998)
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| O envelhecimento demográfico acentuou-se sobretudo nas mulheres |
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O processo de envelhecimento demográfico que o país tem conhecido é visível quer na base da
pirâmide, pelo estreitamento que traduz a redução dos efectivos populacionais jovens em consequência dos baixos níveis de natalidade, quer no topo, pelo alargamento que corresponde ao acréscimo de efectivos populacionais, resultante do aumento da esperança de vida. As modificações ocorridas na estrutura etária das mulheres e dos homens na década de noventa estão bem expressas na pirâmide de idades.
O número de mulheres e homens em Portugal tem registado um processo de crescimento contínuo. A variação percentual no período 1990-1998 foi de 1,13% nas mulheres e 0,90% nos homens.
Desde 1995 que o número de idosas (com idade igual ou superior a 65 anos) na população feminina total ultrapassa o número de jovens (com idade inferior a 15 anos). O
índice de envelhecimento das mulheres elevou-se a 110 em 1998 (por cada 100 jovens existiam 110 idosas), contra 82 no início da década. Esta evolução não é tão marcada no caso dos homens.
População Residente em Portugal, 1990-1998

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O número de mulheres e homens em Portugal tem registado um processo de crescimento contínuo. A variação percentual no período 1990-1998 foi de 1,13% nas mulheres e 0,90% nos homens.
Desde 1995 que o número de idosas (com idade igual ou superior a 65 anos) na população feminina total ultrapassa o número de jovens (com idade inferior a 15 anos). O
índice de envelhecimento das mulheres elevou-se a 110 em 1998 (por cada 100 jovens existiam 110 idosas), contra 82 no início da década. Esta evolução não é tão marcada no caso dos homens. |
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A população feminina dependente (dos 0 aos 14 anos e com 65 e mais anos) tem registado evoluções distintas, no sentido de um progressivo envelhecimento. No período em estudo, o número de mulheres com menos de 15 anos teve uma redução no peso em relação à população total feminina, diminuindo de 18,9% para 15,8%, enquanto que a população feminina com 65 e mais anos passou dos 15,4% para os 17,3%. No caso dos homens esta evolução é bastante mais lenta: os efectivos dos 0-14 anos diminuíram de 21,2% para 17,9%, enquanto que os idosos (com 65 e mais anos), aumentaram de 11,7% para 12,9%. Em 1995, os efectivos femininos com 65 e mais anos atingiram pela primeira vez uma importância relativa superior aos efectivos com menos de 15 anos face ao total da população feminina.
(Gráfico 3).
Gráfico 3 - Percentagem de população dos 0-14 e 65 e mais anos - Portugal (1990 a 1998)

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A percentagem de mulheres em idade activa (15 a 64 anos) aumentou de 65,8% em 1990 para 66,8% em 1998, sendo, no entanto, de esperar uma inversão num futuro próximo atendendo, por um lado, à redução significativa da população mais jovem como resultado da baixa de fecundidade e, por outro lado, ao aumento da esperança de vida com um consequente reforço no número de efectivos mais idosos. Relativamente aos homens em idade activa (dos 15-64 anos) observou-se um aumento de 67,1% para 69,1%, no período em análise |
As
mulheres vivem em média mais sete anos que os homens
A
esperança de vida à nascença tem vindo a aumentar para ambos os
sexos, tendo-se mantido o diferencial em anos de vida (78,8 anos
para as mulheres e 71,7 para os homens, em 1997/98), facto que
traduz a sobremortalidade masculina. Em termos de idade média ao óbito,
entre 1990 e 1998 verificou-se um comportamento idêntico para ambos
os sexos (no caso das mulheres este valor passou de 74,8 para 75,9
anos e no caso dos homens de 67,2 para 68,3 anos): morre-se cada vez
com mais idade. |
As
Doenças do Aparelho Circulatório mantiveram-se em 1998, como a
causa de morte mais importante (21,6% no caso das mulheres e 18,3%
no caso dos homens).
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Taxa
de analfabetismo das mulheres é praticamente dupla da dos homens
Segundo
os Censos 91, 60,2% dos indivíduos que não sabiam ler nem escrever
eram mulheres. Esta proporção aumentava para a população com
idades superiores a 10 anos. A taxa de analfabetismo das
mulheres era praticamente dupla da dos homens em qualquer idade:
15,3% nas mulheres contra 8,4% nos homens, considerando a população
com 15 e mais anos. Os valores elevavam-se a 45,8% e 29,3%,
respectivamente, no caso da população residente com 65 e mais
anos, ou seja, em 1991 praticamente metade das mulheres idosas não
sabiam ler nem escrever.
Gráfico 4
- População que não sabe ler nem escrever ou sabe ler e escrever sem possuir grau de ensino e taxa de analfabetismo - Portugal (1991)
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